domingo, 21 de agosto de 2011

Trilha - Morro do Barbado e Pedra Furada

Hoje o dia foi de belas paisagens e muita contemplação da natureza. Saímos logo cedo para a cidade de Venturosa e os nossos desafios do dia eram subir os Morros do Barbado e da Pedra Furada. O primeiro teve a escalada mais demorada e cheia de atropelos pelo caminho, mas ao final pudemos admirar a natureza e o nosso próximo destino, a Pedra Furada.
A subida foi tranquila, mas não fui até o topo, pois achei perigosa a subida e achei melhor não arriscar, já que não tinha muito apoio para as mãos e pés numa pedra extensa e muito inclinada. Do lugar que consegui chegar, a paisagem era a mesma e não fiquei triste por isso. Cumpri 98% da minha tarefa. Na descida levamos vários escorregões e um desses ocasionou a queda de uma amiga, Zeneide, que teve o pulso fraturado e alguns ligamentos danificados. Pela queda que ela levou, eu pensei que seria algo bem pior...
Foi tão chocante a queda que eu quando vi a cena, virei o rosto para não ver o final daquele momento trágico. Ela foi atendida por outra colega que trilha que é enfermeira, Ivanilde, e após um mal estar e uma tontura ela seguiu o seu caminho como boa aventureira que é. Melhor seria que este fato não tivesse acontecido, mas ainda bem que não lhe causou maiores danos à saúde.
Passamos por uma paisagem árida, mas verde, já que as chuvas que caíram nos últimos meses fizeram da área um local mais vivo, retirando um pouco do aspecto do sertão.
A escalada da Pedra Furada é leve e pode ser feito por qualquer um, já que a prefeitura fez uma escadaria de pedras para facilitar a vida das pessoas que desejam ir ao local. A vista dos dois mirantes são belíssimas e faz muito frio lá em cima, ainda mais nessa época de agosto onde naturalmente a natureza se encarrega de nos enviar ventos mais fortes e frios.
A missão foi cumprida e retornamos ao Recife para descansar. Gostei muito do local e já tinha curiosidade de visitar há algum tempo, pois sempre desejava ver de perto a pedra furada com todo o seu equilíbrio, já que ficamos imaginando como uma formação rochosa daquelas consegue ficar de pé. É bem interessante o formato e de alguns ângulos podemos notar como ela se afina em um dos seus extremos.
A viagem nos ensina muito e posso a cada trilha aprender um pouco mais sobre trabalho em equipe, paciência, coragem, desafio, organização, planejamento e disposição.
Disposição é o ingrediente maior, pois depois de uma semana de muito trabalho, enfrentar uma caminhada dessas é algo que não agrada a muitos. Eu gosto e este é um dos meus passatempos favoritos.
Até a próxima...

sábado, 20 de agosto de 2011

Mais uma da Lurdez

Hoje, Sábado, dia de Sol, acordei com a Lurdez da Luz no meu pensamento e logo coloquei o seu CD para agitar o AP.
Vamos lá....


Meu Mundo Numa Quadra
Composição: Lurdez da Luz

Eu gosto mesmo é doc ê...Do cê... do cê...

Meu mundo na cabeça
Você é meu mundo, só o que mundo é minha área.

Nossa vida é dura, nosso som abstrato
Indescritível esse nosso contato
Pra onde for sempre levo o seu retrato
Rapaizinho mulato...
Tem espírito antigo meu dengo
Amor maior que o Corinthians e o Flamengo
Come pirão, mocotó, mingau, angu
Rango realengo...
É brabo meu dengo, é brabo sim
Tem jeito genioso, tão cheiroso, tão gostoso
É canela, é baunilha, é jasmim
O teu mundo é o melhor pra mim
Você tem maninhos lá na Costa do Marfim
Na seca do Sertão e até mesmo no farol
Construímos assassinos de Sol a Sol
Tem pão com manteiga, leite e café
É assim que é, e assim eu vou na fé
Logo vai chegar o fim de tanta estrada
Daí eu volto pra você
Meu mundo numa quadra

E o dinossauro, o gorila e o leão?
Cabe tudo sempre só em uma mão
E a balança, o gira-gira e a gangorra?
Corra, meu anjo, corra, corra!
Do quintal vai pra rua além da esquina

"Trabalhar é minha sina...
Eu gosto mesmo é do cê.. do cê."

Tem pão com manteiga, leite e café
É assim que é, e assim eu vou na fé
Logo vai chegar o fim de tanta estrada
Daí eu volto pra você
Meu mundo numa quadra

Meu mundo na cabeça
Você é meu mundo, só o que mundo é minha área
Meu mundo na cacunda
Você é meu mundo, só o que mundo é minha área

O seu mundo é o melhor pra mim...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Dia Mundial da Fotografia

Hoje é o Dia Mundial da Fotografia e gostaria de falar sobre um tema que sempre deve estar presente na vida dos fotógrafos ou amantes das imagens como eu, que é o Foco naquilo que iremos realizar.
Focalizar é tornar visível o que os nossos olhos enxergam e dessa forma obter o máximo de resultado e beleza em tudo. Cada momento que observamos na nossa vida deve ter o brilho adequado, a saturação no limite e nunca ter distorção da realidade, pois se assim for iremos mostrar ao mundo o que na verdade não existe e que não será fruto de inspiração para outras pessoas.
Se temos vontade de tornar o nosso dia mais calmo e preguiçoso, nada melhor do que fotografá-lo em preto e branco e com isso mostrar o claro e escuro da vida, sem que tenhamos que cansar nossa visão com o que não nos encanta naquele momento, onde só desejamos o descanso e a mansidão.
Já se a alegria e vitalidade impera nas nossas vidas, nada melhor do que ter imagens cheias de cor e com toda a luz e contrastes que forem necessários para nos mostrar o que a vida tem de mais detalhado e bonito.
O movimento pode ser visto em nossa vida se obtemos fotos dinâmicas e radiantes, onde é mostrada toda a eletricidade dos movimentos e de nós mesmos que não fazemos o mundo parar nunca e sempre estamos em harmonia com todas as oportunidades surgidas e que nos ajudam a melhorar nossas obtenções e realidades.
Fotografar para mim é uma forma de inventar um mundo só meu, de perceber o que somente os meus olhos enxergam e com isso mostrar toda a inquietude que as piscadas ligeiras não deixam de captar. A cada registro tenho impressões do mundo, das pessoas, da natureza e do que está estático e que precisa de uma lente precisa para ter vida e com isso ficar imortalizada em documentos impressos ou digitais.
Nossa vida precisa ser registrada sempre, seja na felicidade, tristeza, momentos de agonia e calmaria. Tudo vira imagem e tudo merece ser observado por nós que não paramos de evoluir e de modificar nossa própria imagem com o passar dos anos.
Se evoluirmos dessa forma, imagine o que nos cerca...
Parabéns a todos os fotógrafos, sejam eles profissionais ou amadores. Não importa; o que vale é a intenção e precisão nas imagens que nos parecem diariamente e que não podem ficar sozinhas no mundo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Society

A mudança de comportamento em sociedade é algo muito comum nos dias atuais e notadamente encontramos pessoas que estão em constante adaptação aos novos costumes para que possam ter uma convivência mais plena e igualitária com os demais membros de um grupo.
A sociedade nada mais é do que a união de vários grupos e cada um deles, com suas características singulares, influencia os demais quando começam a interagir, efetuando uma troca de pessoas que com o seu jeito particular deixam um pouco de si por onde passam e levam também influências que poderão se benéficas ou prejudiciais para o seu desenvolvimento como pessoa.
Ninguém deixa de aprender nesta vida e as mudanças de comportamento pelas quais passamos são diversas e se formos observar nossa vida pessoal, veremos como fomos influenciados pela escola, pelos amigos, pelos vizinhos e principalmente pela nossa família, que é a responsável pelos nossos primeiros passos em sociedade. Percebam como uma pessoa sem uma boa base familiar cresce sem estrutura e com isso tem mais probabilidade de ser influenciada negativamente em tudo que for realizar.
Se temos uma formação social sadia e bem desenvolvida, seremos adultos mais evoluídos e com mais chances de crescer em tudo aquilo que iremos realizar, pois se não prestarmos atenção a estes detalhes ficaremos cada vez mais soltos no mundo e sem condições de seguir um caminho que nos leve, realmente, aos desenvolvimento e ao aperfeiçoamento pessoal através do nosso comportamental, que é visto por todos de uma forma simples e que nunca é esquecido.
Mudar o comportamento é algo que nunca deixa de existir em todos nós e diariamente influenciamos e somos influenciados pela nossa vida e todas as escolhas que fazemos permitem que tenhamos mais chances de evoluir neste quesito que é essencial para cada um de nós e nos ensina a viver sempre de uma maneira aprofundada e mais elaborada em todos os aspectos, sejam eles profissionais, sociais ou familiares.
A interatividade mudou muito o comportamento das pessoas e fica cada vez mais difícil encontrar alguém que não seja influenciado pelos meios de comunicação, pelos grupos e pelas propagandas que são disponibilizadas diariamente para o grande público.
As mudanças de comportamento são mais comuns do que imaginamos...
A música do Ira, composta há muito tempo, ainda é muito atual:
“Mudanças no meu comportamento
Distância louca de mim mesmo
Vontade de sentir o passado
Presente prá você”

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Máquina

Nunca houve uma máquina como a Canon PowerShot A95.
Quando comprei esta máquina em 2005 fiquei um pouco insatisfeito com o seu tamanho e peso, apesar dela ser uma das mais modernas da época. Era o momento em que as máquinas digitais estavam se proliferando no mercado e ficando cada vez mais populares. Foi um presente de aniversário que me dei naquele ano. Tinha 5 MP, visor móvel, várias configurações de fotos e qualidade de imagem fora do comum.
Ela durou muito tempo até que uma queda acabou com os seus dias e fez com que eu sempre ficasse a procura de uma que a substituísse.
Foi com ela que iniciei as minhas fotografias e também pude registrar ótimos momentos da minha vida, em viagens que jamais serão esquecidas. Ela tinha o dom de captar imagens vibrantes, coloridas e impecáveis. Era realmente “A Máquina”.
Depois dela tive outra, também da Canon, que foi a PowerShot A470, que com o seu visor grande e alta qualidade de imagem, com 7MP, me auxiliou na captação de muitas imagens, mas terminou vencida pelo uso continuado, quando num belo dia o seu visor se apagou de vez. O conserto era o preço de outra e daí fui em busca de outra, sendo a escolhida o modelo PowerShot S2000IS, que teve grande desempenho e imagens belas com 10MP e zoom de longo alcance. Esta resistiu até a minha viagem para a Chapada Diamantina e a quantidade de fotos que registrei fez com que a bichinha entrasse em curto circuito e fazendo com que eu aposentasse mais uma companheira de viagem.
O que mais me impressionou nestes anos, foi que a cada nova aquisição o preço foi caindo e os recursos aumentando. A primeira, a Canon PowerShot A95, custou R$ 900,00, segunda, a Canon PowerShot A470, custou R$ 260,00 e a terceira, a Canon PowerShot S2000IS, custou R$ 380,00. O preço de uma boa máquina fotográfica hoje é bem menos do que há alguns anos e como se tornou um item muito usado e comum, o preço caiu muito enquanto os recursos cresceram e hoje podemos encontrar máquinas à prova d’água, com definição em 3D, duplo visor, isso e aquilo, frescurinhas e coisas desnecessárias...
Máquinas digitais são ótimas para deletar o que não ficou bom e não precisamos ter surpresas na hora de imprimir as fotografias, pois já sabemos o resultado e se ficaremos ou não de olhos fechados ou vermelhos numa foto. Uma vez viajei para Salvador e foi em 1987, época em que as máquinas fotográficas usavam filmes comuns e tinham limite de 36 poses. Quando revelei as fotos tive péssimas surpresas, pois fechei os olhos na maioria e em algumas delas cortaram minha cabeça, meus braços, fotografaram o muro ao invés de mim...
Eita como era ruim. Só gastava dinheiro à toa.
Mas hoje tudo mudou e só é feio quem quer, só tem buraco na cara quem não tem um programa de edição de imagens, só fica de olhos fechados se for cego de verdade.
A fotografia digital é muito boa e hoje uso minha Kodak C143, vermelhinha, pequenininha, com 12MP, altas possibilidades de imagem e de fácil configuração. O preço foi imbatível: R$ 199,00.
Até então só usava a marca Canon, mas agora estou descobrindo os recursos da Kodak. Percebi que as máquinas Canon possuem um tempo de vida útil curto e depois de um ano em atividade morrem e nos deixam à deriva. Tenho duas em casa e o conserto de cada uma delas é o preço de outra bem melhor e com mais efetividade.
É a lógica do mercado dos bens de consumo que não foram mais feitos para durar e sim para serem substituídos.
A imagem desta postagem mostra a PowerShot A95 e com ela toda a saudade que tenho do seu ótimo desempenho...
Era pesadinha, utilizava 04 pilhas AA e tinha cartão de memória enorme.
Hoje tudo mudou, mas ela continua sendo a minha preferida.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Adele

Foi escutando a música “Tired”,da cantora Adele, que passei a observar melhor a voz da artista, que é rouca e tem uma sonoridade muito boa de ser escutada. Seus dois CD’s, “19”e “21”, mostram um talento ímpar e demonstram que a cantora está chegando para ficar no cenário musical internacional e com isso cativar um público ávido por novidades e por boas interpretações musicais.
Estamos cansados de cantoras sem talento e com melodias fora dos padrões aceitáveis aos nossos ouvidos já tão cansados de tantos lançamentos fonográficos que jamais deveriam ter saído do planejamento. O que é bom às vezes tem dificuldade de ser gravado...
O caso da cantora Adele é diferente e ficamos imaginando como ela não apareceu antes e como ainda é tão desconhecida do grande público, que nem sempre valoriza o que é bom e pensa mais facilmente no que é bizarro ou dançante demais, sem com isso perceber a voz e os arranjos musicais criados com esmero para cada canção por artistas preocupados com a qualidade e não somente pelo “oba oba” e exibicionismo sem limites, quando tentam com isso mascarar a péssima qualidade vocal que possuem.
Quem canta de verdade não precisa disso e a qualidade salta aos olhos de todos que possuem um pouco mais de atenção aos detalhes e ao que realmente interessa em matéria de música e divertimento de primeira qualidade. Temos ótimas cantoras com pouca idade e todas elas com vozes vigorosas e cheias de carisma e muita qualidade.
A música “Tired”poderia ser facilmente usada para refletir nosso descontentamento com o que não presta, pois estamos cansados de ficar enchendo nossa mente com música de péssima qualidade e estragando, assim, os nossos ouvidos que perdem a capacidade auditiva escutando tanta coisa ruim.
Adele, nos salve dessa praga, por favor...

Tired

Hold my hand
While you cut me down
It had only just begun
But now it's over now
And your
In the heat of moments
With your heart
Playing up cold
I'm between the middle
Watching hastiness unfold
In my eyes
Your were smiling
In the spotlight dancing
With the night
The night fell
Off your mind

I'm tired of trying
Your teasing ain't enough
Fed up of biding your time
When I don’t get nothing back
And for and for and for
When I don't get nothing back
Boy, I'm tired

Where'd you go
When you stay behind
I looked up and inside down
And outside only to find
A double taking punching hard
And laughing at my smile
I get closer you
Obviously prefer her

I'm tired of trying
Your teasing ain't enough
Fed up of biding your time
When I don’t get nothing back
And for and for and for
When I don’t get nothing back
Boy, I'm tired of trying
Your teasing ain’t enough
Fed up of biding your time
When I don’t get nothing back
And for and for and for
When I don’t get nothing back
Boy, I'm tired

(I should have known)

Never mind said
Your open arms
I couldn't help
Belive the trick me
Back into them

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Negapositivo

Em cartaz desde o dia 05 de Agosto, no Centro Cultural dos Correios, a exposição Negapositivo mostra um pouco do que podemos enxergar de diferente com as fotografias positivas e negativas e também a utilização dos materiais alternativos que hoje são disponibilizados para que a imagem seja feita, tendo finalidade de beleza ou não.
O que importa é o impacto.
Das exposições que estão em cartaz, esta foi a que mais despertou minha atenção por trazer um tema voltado para a fotografia e por ser este um dos meus passatempos preferidos. Fiquei observando as imagens e vendo como é possível enxergarmos as pessoas de formas diferentes e imaginando se os nossos olhos também pudessem enxergar os outros positivamente e negativamente.
Seria um  caos...
Veríamos muitos defeitos nas pessoas e talvez o seu interior não fosse tão bonito como a parte externa, que é a que estamos acostumados a ter diariamente diante dos nossos olhos. O artista Luiz Inocêncio Lima Filho, mais conhecido como Innó, soube retratar de forma eficiente esses estigmas e usou a bela imagem de Marilyn Monroe em muitos dos seus trabalhos, pois esta bela mulher ficou desconstruída em muitas outras, nem tão belas, mas inspiradoras e reflexivas.
Somos assim também e nem sempre mostramos na nossa imagem exterior o que temos dentro de nós. Nossa abreugrafia é algo não visto, mas que mostra os pequenos detalhes do nosso corpo, nos fazendo diferentes e cheios de detalhes que somente alguém mais próximo conhece.
O Negapositivo que temos é justamente o costume de negar o que olhamos diariamente e fazer sempre com que os nossos olhos observem o que está mais adaptado aos nossos costumes ou que nos tragam mais felicidade e menos tristeza, afinal, ninguém quer ficar a vida toda enxergando somente coisas ruins de si e das outras pessoas.
Ainda bem que não temos este dom e vamos deixar isso para as máquinas antigas, já que as digitais nos trazem as imagens aparentes e deixa o negativo num passado esquecido e que a cada dia fica mais distante de todos nós.
Precisamos enxergar em 3D e com isso verificar os defeitos existentes no mundo de uma forma interativa, a qual nos faça realmente imaginar que fazemos parte de toda a história, sem que fiquemos com uma imagem estática e em alguns momentos difícil de ser interpretada.
Precisamos de visibilidade em tudo...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...