sábado, 23 de abril de 2011

Praia do Forte

A Praia do Forte foi o meu destino no dia de hoje e de quebra conheci também a praia de Guarajuba, que é calma e tem muitos arrecifes quando a maré está seca. Esta possui um público seleto e tem restaurantes bem convidativos, onde podemos provar um peixinho pequeno, bem assadinho, chamado “pititinga”.
Saindo de lá, fui até à Praia do Forte e não imaginava que fosse encontrar tanta sofisticação num só lugar, pois as ruas de lojas são variadas e vendem desde lembrancinhas simples a roupas de marcas famosas e a preços assustadores. Passei por tudo isso, pois a minha intenção naquele local era conhecer o Projeto Tamar, que é mantido pelo IBAMA e Petrobrás. Lindo o local e a sua manutenção é impecável.
O cuidado em todos os detalhes é impressionante e lá podemos encontrar as cinco espécies de tartarugas marinhas que o Brasil possui. Nos tanques também temos alguns tubarões, arraias e outros moluscos e ouriços, mas as estrelas são as tartarugas, sem dúvida.
Tudo lá é muito caro e desde a entrada do Projeto Tamar, o lanche no restaurante e as lembrancinhas na loja do projeto, os preços são muito salgados e fazem do passeio um momento de altos gastos.
Deixando de lado os preços, a praia é bonita, bem frequentada e tem ótimos recursos para deixar os visitantes bem servidos, em todos os sentidos, seja em serviços bancários, culinários e divertimento.
Hotéis e condomínios de luxo fazem parte da paisagem e tudo é muito organizado, tratado e feito para ser admirado com todas as belezas naturais que o local oferece.
Muito bom o projeto Tamar e tudo que ele faz em mais de 30 anos de existência em prol das tartarugas marinhas, devolvendo para a natureza milhões de novos filhotes para que façam parte do grande mar que nos rodeia.
Voltamos para Salvador no final da tarde, através da linha verde, que é uma estrada privatizada, em ótimo estado de conservação e que dá acesso às praias mais badaladas do litoral norte do Estado da Bahia.
No caminho, uma passagem rápida pelo Dique do Tororó, que é um parque que fica ao lado do Estádio da Fonte Nova. Nele estão reunidos todos os orixás numa lagoa rodeada de pista de corrida, parques e quiosques. Muito bom!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fitinhas do Bonfim

Acordei cedinho no dia de hoje e aproveitei para ir fotografar o Pelourinho sem aquele montão de gente do dia anterior. É mais bonito ver a arquitetura sem aglomeração de pessoas e somente com a sua beleza natural. Voltei logo para a pousada, pois uma senhora que passou por mim alertou sobre o perigo de estar às 07:00h naquelas ruas quase vazias. Havia muitas chances de ser assaltado.
Voltei para a pousada e deixei o tempo passar e as ruas ficarem mais cheias para que eu pudesse sair e tirar novas fotos. O dia estava mais claro, com céu azul e quase nenhuma nuvem no céu. Certamente teria ótimas opções de fotografia e fui novamente registrando o que no dia anterior ficou meio obscuro. Segui direto para a Igreja do Bonfim e lá encontrei logo algumas pessoas oferecendo um “Axé”, que é nada mais do que uma bênção de boas vindas. Não aceitei o axé, pois parecia mais um descarrego de macumba do que uma bênção. Muito carregado para o meu gosto.
A Igreja do Bonfim certamente é a mais visitada, seja pela fama ou quem sabe pela sua beleza arquitetônica, que abriga um altar grandioso e várias imagens em azulejos portugueses na sacristia.
As fitinhas amarradas na grade de entrada da igreja não vou nem comentar, pois fazem parte da história da cidade e de todos os visitantes que ali vão diariamente.
Há também uma sala onde as pessoas depositam seus agradecimentos ao Senhor do Bonfim e lá podemos ver cabeças, pés, braços, fotografias e muitos outros tipos de simbolismos que remetam a uma graça alcançada. Sua feirinha tem boas opções de lembranças e as baianas vendem bons acarajés.
Saindo de lá, fui ao Farol da Barra e pude comprovar o Museu Náutico, que recebe muitos visitantes e faz do local um dos pontos mais visitados da cidade. A Barra e o Rio vermelho são bairros mais sofisticados e que abrigam uma série de hotéis de luxo, assim como edifícios e mansões de pessoas abastadas.
Saindo do Farol da Barra, fui provar uma moqueca de camarão, bem ao estilo baiano e confesso que ela estava muito pobre para o preço que foi cobrado. Pelo menos estava gostosa.
Pertinho dali, há o Shopping Barra, que é muito interessante, pois é rodeado de edifícios. Achei interessante a forma como foi edificado.
Voltei para a pousada, descansei um pouco e sai para comer uma pizza na Ladeira do Carmo. O restaurante era administrado por uma argentina e servia uma iguaria deliciosa, de massa crocante e que derretia na boca. Você tinha a impressão que não comeu nada, tamanha era a leveza da massa. Adorei e fiquei com gostinho de quero mais.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Feriadão

Cheguei na cidade de Salvador para passar o feriadão de Páscoa e me deparei com uma cidade nublada, sem a vitalidade dos dias normais. Aos poucos o dia foi melhorando e as nuvens de chuva deram espaço ao sol e a alegria de um dia propício para passear, conhecer e rever os pontos turísticos da cidade.
Logo cedo fui ao Pelourinho e andei por todas as suas ladeiras e lojas e vi uma imensidão de oportunidades de lembrancinhas, para todos os bolsos e tipos de pessoas. A parte histórica da cidade está muito deteriorada e clama por uma reforma urgente em todos os seus casarões e igrejas. Fiquei muito triste ao ver a Igreja do Santíssimo Sacramento abandonada, com os vidros quebrados e portas de entrada cheias de lixo. Sua escadaria cedeu espaço para as peladas de futebol e em todos os lugares do monumento o que se vê é muito descaso e falta de manutenção a um patrimônio da humanidade.
O Largo do Pelourinho está bem mais conservado, pois a maioria dos casarios que ali estão são mantidos por empresas ou instituições que fazem deles museus ou centros de informações turísticas. A Fundação Casa de Jorge Amado está como sempre azul da cor do céu e todas os olhares são praticamente para o seu esplendor. Se andarmos mais um pouco veremos outras igrejas como a da Ordem Terceira de São Francisco, a de São Domingos e a do Terreiro de Jesus, que são belos conjuntos arquitetônicos da cidade.
Chegando ao Elevador Lacerda, temos a Praça da Sé e todo o movimento que ela proporciona, com todos os seus ambulantes e artistas de rua. Lá podemos ver a estátua de Zumbi dos Palmares, o Monumento da Cruz Quebrada e o Memorial das Baianas. O preço para usar o elevador que dá acesso à cidade baixa é simbólico e custa R$ 0,15. Baratinho para quem usa de vez em quando, mas dispendioso para quem necessita usar várias vezes ao dia.
Na cidade baixa, visitei a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, local onde descansa a Irmã Dulce. Igreja bela, cheia de granito, por todos os lados, e com um belo altar todo dourado.
Passando a rua, fui ao Mercado Modelo e lá as opções de artesanato e culinária são infinitas e atendem perfeitamente a todos os bolsos e pessoas que desejam comprar algo para si ou para alguém especial. Estava uma agonia só no seu interior, pois devido ao feriado, o funcionamento só iria até as 14:00h e todos queriam aproveitar o tempo disponível para efetuar suas compras.
Para completar, ainda fui ao Shopping Salvador, que é lindo e repleto de lojas diferenciadas. Muito bom e bem convidativo.
Depois disso tudo, ainda tive fôlego para voltar ao Largo do Carmo, que é o local onde fiquei hospedado e lá pude ver as belas Igrejas da Ordem Terceira do Carmo e também comprovar a imponência de todas as suas formas e arquitetura.
Fim do primeiro dia em Salvador. Dia cansativo, mas bem frutífero.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Olho no Olho

Os olhos refletem a nossa alma, nossa verdade e também nossa mentira. É impressionante como tudo é percebido mais nitidamente através do brilho do olhar e da forma como as pessoas o mostram ou o escondem na maioria das vezes.
Se temos cuidado em notar isso nas pessoas, podemos ter menos chances de errar e de sofrer as consequências das falsidades que irão nos acontecer durante toda a vida. A visão é elemento necessário para a curiosidade, para a satisfação pessoal e também para o aprendizado, já que fica mais fácil termos sentimentos e opiniões daquilo que podemos enxergar com mais propriedade.
A visão obscura das pessoas e dos fatos acomete nosso estado de espírito e nos faz tristes nas situações que deveríamos ter felicidade plena e muita calma. Nada é melhor do que visualizar um dia iluminado, um carinho especial e um sorriso cativante e que nos fará melhores e mais cheios de energia e poder.
Aumentar a nossa pupila para ver o óbvio é uma tarefa simples, mas que nem sempre é praticada por nós e por isso compromete todos os nossos destinos e realizações, pois deixamos de observar o que é bom e que pode nos causar um bem grandioso naquilo que desejamos e buscamos sempre.
A vivência sincera com todos os aspectos positivos que nos são apresentados precisam da nossa dedicação e por isso é de suma importância que estejamos de olhos bem abertos para notar tudo ao nosso redor e com isso ter o melhor desempenho sempre.
Vamos abrir os olhos para a realidade e com isso colher ótimos frutos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Águas de Março e Abril

Recife tem fama de ser a Veneza Brasileira e nestes últimos dias realmente se tornou não a Veneza mas o Rio Nilo.
A cidade acordou hoje completamente alagada e por onde você fosse encontrava água, destruição, entupimentos, carros quebrados, acidentes, enfim: o caos.
As chuvas não foram fortes, mas a constância deu esse tom negativo ao dia de hoje e fez com que todas as pessoas que residem na região metropolitana sofressem as consequências negativas que a chuva trouxe. Gosto dos dias de chuva, mas nem sempre eles são positivos para quem mora numa cidade baixa como Recife e que tem os problemas sérios de drenagem em todas as ruas e avenidas principais da cidade.
A Estrada da Batalha, que dá acesso ao Cabo e Suape estava um terror. A Avenida Mascarenhas de Morais impraticável. A Avenida Caxangá um rio de lama. O Canal do Derby quase transbordando. O Trânsito parado ou muito lento.
O clima na cidade fica o pior possível e as pessoas que precisam ter sua vida normal, apesar de toda a loucura que encontram nos caminhos, ficam estressadas e precisam sair de casa bem mais cedo que o normal para poderem não chegar atrasadas nos seus compromissos diários.
Algumas nem conseguem sair de casa, pois as ruas alagam e impedem que as vias de acesso sejam usadas normalmente. Só vendo a realidade para ter noção do que acontece na cidade e como isso deixa todo mundo tenso, já que o problema é antigo e não tem resolução por parte das autoridades competentes que gastam mais dinheiro com obras faraônicas do que com melhorias para a grande população.
Se investimentos fossem feitos para melhoria de todos esses equívocos na nossa cidade, teríamos um início de inverno bem mais calmo e com ótimas chances de não causar problemas para ninguém. Os transtornos são muitos e os prejuízos não vou nem falar, pois assustam todos nós e comprometem o nosso bolso que a cada dia recebe novas facadas e com isso fica vazio e no vermelho.
Já estou pensando na volta para casa...
Melhor nem pensar...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cara de Sapo...
Essa foto vai para Tatiana, que é a maior cara de sapo que conheço.
Ela foi flagrada nos jardins do Instituto Ricardo Brennand tomando um pouco de sol.

Mendigar e Dormir

Gosto de observar os mendigos nas ruas e o que mais me chama a atenção é o sono que possuem e como dorme nas situações mais inusitadas, nos lugares mais barulhentos, sem que isso atrapalhe em nada as suas 8, 12, 15 horas de sono.
Eu trabalho feito louco, a semana toda, estudo e só tenho tempo de dormir, no máximo, 5 horas por noite. Existe um mendigo na minha rua que deve dormir o dobro disso, sem fazer nada na vida e recebendo auxílio das pessoas que passam. Até as necessidades fisiológicas o danado faz na calçada do prédio e acho aquilo uma falta de educação da parte dele, já que de louco ele não tem nada e faz tudo com sapiência dos fatos.
Fico pensando se todos eles fossem realizar algo útil na vida e parassem de fazer o tipo “coitadinho” e “necessitado”, pois como sabemos a maioria usa o dinheiro que recebe para comprar bebidas e drogas e fazem disso um meio de vida danoso e cheio de momentos ruins.
Outro dia um senhor me parou para pedir esmola e se eu acendesse um fósforo ele pegava fogo, tamanho era o odor de álcool que exalava pelos poros já tão comprometidos pela bebida. Não estou dizendo que todos são assim, mas grande maioria apresenta essas características e usa a preguiça para passar os dias recebendo dinheiro quando não possuem iniciativa para ir em busca de um emprego ou quem sabe realizar uma atividade que possa ser remunerada de forma digna, dentro das suas dificuldades e potencialidades.
Muitas vezes é mais fácil pedir do que trabalhar.
Vamos fazer uma conta rápida: Se cada mendigo recebe de esmola o equivalente a R$ 5,00 por dia, terão no final do mês R$ 150,00 sem que tenham feito nenhum esforço. Sabemos que muitos ganham muito mais que isso e em alguns casos podem até superar um salário mínimo, o que não é muito difícil de acontecer, já que em alguns casos existe uma família de mendigos unida para pedir dinheiro. Imagine uma família com 6 pessoas, cada um ganhando isso por dia?
Um trabalhador passa o dia no desgaste, recebe um salário que tem desconto de INSS, Vale transporte, Refeição e etc...
No final do mês, talvez ganhe menos que um mendigo desses que citei, dormindo menos, tendo obrigações legais e ainda arrumando um trocadinho para dar esmola.
Se passarmos a perceber isso, tenho certeza que em pouco tempo os mendigos que hoje pedem sem finalidade alguma sairão do mercado e nossos bolsos ficarão com mais moedas para comprarmos pão e água mineral para as nossas casas.
É a realidade.
Péssima realidade, mas é verdade.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...