terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Só tem Misto!!!!

A resposta de uma mulher num restaurante que parei foi, no mínimo, infeliz e sem atitude, pois quando perguntei se ela tinha sanduíche de queijo, ela me respondeu: Só tem misto.
Olhei para ela com uma interrogação bem grande na cabeça e perguntei de novo para me certificar da resposta e novamente ela me respondeu com uma cara bem abusada: SÓ TEM MISTO!!!
Eu não entendi. Se o sanduíche misto tem esse nome porque é feito de queijo e presunto, como não tinha sanduíche de queijo? Pensei... Ela deve ter outras variedades de misto aqui neste restaurante e então paguei para ver.
Disse para ela: Traga um misto.
Eis que quando o danado chegou, era exatamente o que eu imaginava. O sanduíche nada mais era do que pão, queijo e presunto. Ou a mulher tinha preguiça de fazer variedades de sanduíches e ficava com um tipo único no cardápio que proferia, ou realmente era fraca das faculdades mentais e não sabia que o sanduíche de queijo era somente uma parte do misto que ela servia para todos.
As pessoas nem percebem como cometem erros graves e como são descuidadas com as suas realizações, pois ficam focadas em praticar um ato só e somente, sem demonstrar interesse em inovar, seja por preguiça ou por má vontade. No caso da mulher que me serviu, acho que foi uma junção dos dois tipos e pelo movimento que estava no restaurante dela, pude notar o resultado da sua total falta de atitude, já que quase ninguém estava por lá e era notável o abandono da clientela naquele local que era para ser bem frequentado, já que estava localizado num posto de gasolina e próximo a lugares visitados.
Se ela continuar sendo mista e não variada, poderá em breve nem distinguir o que é um queijo de um presunto.
Será que ela sabe?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pegação

Normalmente nos deparamos com situações complicadas, mas semana passada me deparei com algumas que eu nem esperava...
Estava fotografando uma cachoeira e quando olhei para baixo vi um casal no maior amasso e o mais engraçado é que ela era uma estrangeira e ele um guia local. Ele puxava com veemência a roupa dela como se tivesse pressa para acabar logo com o ato e nem perceberam que tinha alguém por perto.
Isso só acontece comigo...
Sai rindo dali e não acabou por aí as minhas descobertas na cidade de Lençóis. A pousada que eu fiquei era numa rua bem escura e no outro dia logo cedo quando sai para a trilha encontrei na calçada um monte camisinhas usadas, que foram logo percebidas por mim e pela vizinha da pousada.
Eu olhei para ela e ri e ela disse logo para mim: A festa ontem foi boa!!!!
Eu disse que não tinha condições de um cristão sozinho ter feito aquele estrago e achava que as camisinhas fossem oriundas de algum lixo ou foram propositalmente deixadas ali. Se foram ou não, o que sei é que ficaram na calçada por alguns dias como se fossem um troféu.
Não para por aí não...
Estava eu na sala de estar da pousada, baixando minhas fotos, bem inocente, e o pessoal do meu quarto ao lado conversando muito. De repente uma mulher saiu do quarto e olhou para mim e disse: você podia pedir para as pessoas ficarem caladas? Tenho que dormir, pois vou acordar cedo.
Assim fiz e pedi para que o pessoal fizesse silêncio para que ela pudesse dormir. Não passou meia hora deste pedido, ela recebeu a visita de um moreno bem alto, que quando me viu ficou todo desconfiado.
Sabem o que aconteceu?
Adivinhem...
Pois bem, para quem estava cansada e queria dormir, ela até que transou muito e eu fiquei na sala de estar escutando todos os gemidos e suplicas para que ele não parasse. Era engraçado ela dizendo: Eu vou gozar de novo!!! Goza comigo!!!
No outro dia ela saiu do quarto bem serena e toda desconfiada para o meu lado, pois imaginava que eu ainda pudesse estar na sala de estar na hora da pegação. Estava.
Desfoquei a foto acima, mas e a minha visão foi real e os ouvidos captaram coisas que nosso imaginário somente fica frutificando.
Queria ter sido uma mosca para fotografar minha vizinha de quarto, mas isso fica para uma outra oportunidade.
Fica o registro dessas aventuras sexuais...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Guardião

Este lindo cachorrinho, que todos os dias estava numa janela próxima a pousada que fiquei, em Lençóis, me fez pensar um pouco sobre a fidelidade e sobre a guarda, já que ele diariamente acompanhava o seu dono na janela e guardava com muita serenidade a casa que tinha como morador um idoso.
Não tinha nada que fizesse ele sair do lugar e nem flashes que tirassem a sua concentração. Ele era o dono do pedaço e guardava tudo com muita fidelidade. Assim também acontece nas nossas vidas, mas nem sempre encontramos pessoas dispostas a nos guardar e nos serem fiéis nos seus pensamentos e atitudes. Geralmente encontramos aproveitadores que só pensam em si mesmos e fazem de tudo para mascarar o que realmente são. Não se preocupam em guardar e sim deteriorar o que já existe.
A segurança que sentimos quando temos alguém fiel ao nosso lado é sem denominação e isso não há preço que pague. Se temos desconfiança por alguém é melhor nem investir ou continuar num relacionamento que será movido pela perseguição e olhares desencontrados e cheios de insegurança, fazendo dos nossos dias agonias perfeitas e sem limites.
Algumas pessoas pensam que confiam nas outras, mas são incapazes de confiar em si mesmas quanto mais nos outros e isso é o causador de toda a falta de guarda que temos nas nossas vidas, já que a maioria das pessoas não tem mais este sentimento. Guardar algo é bem natural no nosso coração quando temos amor e consideração por aquilo que escolhemos para destinar um pouco da nossa atenção e com isso aproveitar os melhores momentos da nossa vida.
Ser guardião é tarefa fácil quando gostamos de ser, mas quando não temos essa característica natural, fica muito complicado sustentar relações e amizades desta forma, já que nossa mão está aberta para que o vento leve tudo que achamos que estava guardado e seguro.
Foi-se com o vento...

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Volta...

Hoje voltamos ao Recife e a viagem teve 20 horas de duração, uma hora a mais do que na ida. Foi um trajeto longo, mas muito legal, pois viemos observando as diferenças do nosso Brasil e também vendo as paisagens de cada local.
O Estado mais longo para ser ultrapassado é a Bahia e a impressão que temos é que estamos em outro país, pois são tantas as diferenças num só local que ele se torna quase um continente. Quando chegamos ao Estado de Sergipe, notamos logo que ali predomina o transporte de petróleo, que naquela área tem ricas nascentes e o torna um dos maiores produtores do ouro negro no Brasil.
Em Alagoas, notamos claramente que o que domina é a cana-de-açúcar e em segundo lugar os sem-terra. Nunca vi tantas invasões na minha vida. Acho isso uma vergonha, pois na maioria das vezes as pessoas que invadem as propriedades alheias nem precisam de um lugar e agem influenciados pelas pessoas gananciosas e influenciadoras.
Chegando no Estado de Pernambuco, notamos também uma grande predominância da cana-de-açúcar e usinas e somente quando estamos chegando perto da capital é que notamos a paisagem mudar para um aspecto mais litorâneo e confuso.
Confuso porque não sabemos onde terminam as cidades da região metropolitana e onde começa o Recife. Quem nunca veio por aqui fica doidinho e meio sem norte. A viagem foi tranquila, pois tivemos dois ótimos motoristas e ambos nos conduziram tranquilamente sem que sentíssemos nenhum atropelo na estrada longa e muito cansativa.
Os pés inchados são consequencia do tempo parados e sentados numa só posição. Ainda bem que a minha coluna não incomodou e tive uma viagem muito tranquila com alguns cochilos e direito a fotografias das mais engraçadas caras e bocas quando morfeu nos levou para os seus domínios.
Fica a saudade e o desejo de em breve voltar para fazer novos roteiros turísticos naquele local que é impressionante lindo, a Chapada Diamantina. Assim como a flor sempre viva nos dá a impressão de durabilidade e tempo decorrido, espero que as lembranças da viagem, que foram muitas, durem na minha mente e me tragam felicidade para todos os dias da minha vida.
Os ensinamentos que a natureza nos deu são importantes para as nossas vidas e nunca serão esquecidos. Foi um treinamento pleno e cheio de resultados positivos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Poço do Diabo

Minha última aventura aqui na Chapada Diamantina foi para conhecer o Poço do Diabo, cenário do filme "Besouro", que contava a história de um capoeirista que morou na região e que até hoje é lembrado e serve de inspiração para os adeptos desta arte.
A caminhada é muito leve e não demora nem uma hora. Ainda bem, pois estava com o dedo machucado por causa de um tombo no dia anterior e por ironia do destino hoje machuquei o mesmo dedo assim que cheguei no local desta trilha. Fiz um curativo e segui em frente, devagar e sempre.
Logo que chegamos ao local, encontramos uma loja de artesanato e um restaurante, que serve de ponto de apoio aos turistas já que a caminhada leve atrai muitos visitantes e deixa a trilha com cara de passeio de fim de tarde e não com um aspecto de aventura.
No Poço do Diabo, pode-se praticar a tirolesa e o rapel e ambos são feitos nos paredões que dão suporte a linda cachoeira que lá existe. É um local ideal para banhos e para contemplação da natureza, já que a tranquilidade e sombra em abundância favorecem a permanência no local por um período mais elevado para o deleite das águas escuras.
Fiquei lembrando o filme e observando algumas cenas, quando os atores nadavam e faziam daquelas águas os cenários perfeitos para as lutas e também para o amor. Encontrei uma formação rochosa em forma de coração e achei bem interessante, pois a natureza faz esculturas diversas em locais que nem imaginamos.
Saindo de lá, fui comer uma moqueca de peixe deliciosa para fechar o meu período aqui na Chapada Diamantina. Estava tudo delicioso e com um tempero bem baiano, mas sem exageros. Fica a saudade deste local maravilhoso, mas pretendo em breve voltar para fazer novos roteiros e com isso conhecer mais e mais desta bênção da natureza e que muito encanta todos que passam por aqui.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sossego

Hoje fui visitar aqui na Chapada Diamantina a Cachoeira do Sossego e as imagens que mais me remeteram a este nome foi as que captei das pessoas que encontrei no meio do caminho. As crianças na janela, algumas lavadeiras no rio, meninos brincando e um homem cortando fumo para fazer um cigarro.
O caminho para a cachoeira não é nada fácil e tivemos que pular muitas pedras para chegar até o local onde esta beleza natural se mostra para todos que enfrentam uma caminhada de 8 horas, ida e volta.
Metade deste caminho é feito nas margens do rio, andando sobre pedras irregulares ou quem sabe escalando alguns paredões para poder ultrapassar os locais de acesso mais difíceis. A queda de água é forte e as águas do local são muito frias, causando uma sensação térmica muito forte quando molhamos o nosso corpo cansado e quente de uma caminhada longa e feita sob o sol ameno, mas intenso.
Na volta passamos pelo Ribeirão do Meio, que é uma espécie de paredão, onde as pessoas descem escorregando e caem num poço de águas profundas e escuras.
Neste dia levei um tombo e machuquei os meus pés, além de ter rasgado a minha roupa quando escalava uma pedra alta e que exigiu de mim um esforço além da resistência do tecido que usava. Passei a maior parte da trilha com a calça rasgada, mas isso não me causou grandes problemas e segui em frente sem me preocupara com este atropelo de viagem.
O sossego foi meu guia e com isso consegui terminar a caminhada muito bem e satisfeito com o que vi.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cachoeira do Buracão

Sem dúvida alguma, o roteiro mais interessante desta viagem à Chapada Diamantina foi o que fiz para a Cachoeira do Buracão. Viajamos 260 km pelas estradas da Bahia até chegar ao ponto onde iríamos iniciar uma caminhada de mais ou menos uma hora e meia para então descobrirmos um mundo insólito e que muito nos encantou.
No caminho, encontrei também outra queda de água muito bonita, chamada de Caminho Verde, pois no local onde está situada, as pequenas vegetações tomaram conta das pedras formando um paredão verde e muito bonito de se ver.
Para termos uma visão da Cachoeira do Buracão, temos que nadar uns 300 metros entre paredões, onde a corretenteza de águas escuras nos amedronta e nos faz ficar descrentes se vale tanto esforço para ver uma cachoeira. Valia sim o esforço.
Quando chegamos ao local onde a queda de água finalmente ficava aparente, tive a visão mais incrível da minha vida e jamais tinha me deparado com uma beleza natural tão impressionante. A força da água não deixava nem que o nosso olho ficasse aberto por muito tempo e os que se aventuraram em chegar mais perto da cachoeira, puderam tomar um banho nas águas fortes, movidas por uma chuva que caiu neste dia, deixando o fluxo de água mais intenso e mostrando para todos que a beleza da Chapada Diamantina se renova a cada nova visita que fazemos em algum ponto turístico que os roteiros de aventura nos mostram.
Algumas pessoas não tiveram coragem de enfrentar o rio para ver a cachoeira e confesso que eu também fiquei com receio de ir, mas como os guias nos disponibilizaram coletes salva-vidas para a travessia, fiquei mais seguro e confiante.
O nado de ida e volta é meio cansativo e em alguns momentos fiquei nadando de costas para dar um descanso à minha coluna e com isso aproveitar para observar a imensidão de pedras que nos cercavam e nos faziam ver um espetáculo da natureza que nenhuma fotografia será capaz de retratar verdadeiramente.
A foto acima que tirei foi do trajeto que fazemos até chegar ao local e percebam que o caminho é só de águas profundas, de até 70 metros. O guia levou as nossas câmeras por um caminho nas pedras, que é mais perigoso que o das águas, e lá pude pegar a máquina e fotografar o local, devolvendo depois para que ele evitasse que fosse molhada.
Recomendo o passeio, mas o ideal é dormir em alguma cidade mais próxima e logo cedo curtir o local, já que a maior parte do meu dia foi na estrada indo e vindo e aproveitando muito pouco dos banhos frios e refrescantes desta linda cachoeira.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...