quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sossego

Hoje fui visitar aqui na Chapada Diamantina a Cachoeira do Sossego e as imagens que mais me remeteram a este nome foi as que captei das pessoas que encontrei no meio do caminho. As crianças na janela, algumas lavadeiras no rio, meninos brincando e um homem cortando fumo para fazer um cigarro.
O caminho para a cachoeira não é nada fácil e tivemos que pular muitas pedras para chegar até o local onde esta beleza natural se mostra para todos que enfrentam uma caminhada de 8 horas, ida e volta.
Metade deste caminho é feito nas margens do rio, andando sobre pedras irregulares ou quem sabe escalando alguns paredões para poder ultrapassar os locais de acesso mais difíceis. A queda de água é forte e as águas do local são muito frias, causando uma sensação térmica muito forte quando molhamos o nosso corpo cansado e quente de uma caminhada longa e feita sob o sol ameno, mas intenso.
Na volta passamos pelo Ribeirão do Meio, que é uma espécie de paredão, onde as pessoas descem escorregando e caem num poço de águas profundas e escuras.
Neste dia levei um tombo e machuquei os meus pés, além de ter rasgado a minha roupa quando escalava uma pedra alta e que exigiu de mim um esforço além da resistência do tecido que usava. Passei a maior parte da trilha com a calça rasgada, mas isso não me causou grandes problemas e segui em frente sem me preocupara com este atropelo de viagem.
O sossego foi meu guia e com isso consegui terminar a caminhada muito bem e satisfeito com o que vi.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cachoeira do Buracão

Sem dúvida alguma, o roteiro mais interessante desta viagem à Chapada Diamantina foi o que fiz para a Cachoeira do Buracão. Viajamos 260 km pelas estradas da Bahia até chegar ao ponto onde iríamos iniciar uma caminhada de mais ou menos uma hora e meia para então descobrirmos um mundo insólito e que muito nos encantou.
No caminho, encontrei também outra queda de água muito bonita, chamada de Caminho Verde, pois no local onde está situada, as pequenas vegetações tomaram conta das pedras formando um paredão verde e muito bonito de se ver.
Para termos uma visão da Cachoeira do Buracão, temos que nadar uns 300 metros entre paredões, onde a corretenteza de águas escuras nos amedronta e nos faz ficar descrentes se vale tanto esforço para ver uma cachoeira. Valia sim o esforço.
Quando chegamos ao local onde a queda de água finalmente ficava aparente, tive a visão mais incrível da minha vida e jamais tinha me deparado com uma beleza natural tão impressionante. A força da água não deixava nem que o nosso olho ficasse aberto por muito tempo e os que se aventuraram em chegar mais perto da cachoeira, puderam tomar um banho nas águas fortes, movidas por uma chuva que caiu neste dia, deixando o fluxo de água mais intenso e mostrando para todos que a beleza da Chapada Diamantina se renova a cada nova visita que fazemos em algum ponto turístico que os roteiros de aventura nos mostram.
Algumas pessoas não tiveram coragem de enfrentar o rio para ver a cachoeira e confesso que eu também fiquei com receio de ir, mas como os guias nos disponibilizaram coletes salva-vidas para a travessia, fiquei mais seguro e confiante.
O nado de ida e volta é meio cansativo e em alguns momentos fiquei nadando de costas para dar um descanso à minha coluna e com isso aproveitar para observar a imensidão de pedras que nos cercavam e nos faziam ver um espetáculo da natureza que nenhuma fotografia será capaz de retratar verdadeiramente.
A foto acima que tirei foi do trajeto que fazemos até chegar ao local e percebam que o caminho é só de águas profundas, de até 70 metros. O guia levou as nossas câmeras por um caminho nas pedras, que é mais perigoso que o das águas, e lá pude pegar a máquina e fotografar o local, devolvendo depois para que ele evitasse que fosse molhada.
Recomendo o passeio, mas o ideal é dormir em alguma cidade mais próxima e logo cedo curtir o local, já que a maior parte do meu dia foi na estrada indo e vindo e aproveitando muito pouco dos banhos frios e refrescantes desta linda cachoeira.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cachoeira da Fumaça

Fiz a trilha da Cachoeira da Fumaça pelo roteiro do alto, mas existe um roteiro de três dias para conhecer a cachoeira também pelo roteiro baixo, onde a fantástica queda de água pode ser contemplada com toda a sua beleza e fazendo jus ao nome já que a altura de quase 500 metros faz com que uma fumaça seja formada no seu topo, que é simplesmente o vapor da água que não consegue chegar até o chão.
Foi um dia de muita chuva e o caminho não foi nada fácil. Alagamentos, muita neblina, frio e até alguns escorregões nada agradáveis. O caminho total durou umas 7 horas e valeu muito o esforço já que fica muito difícil descrever a o que pude comprovar com os olhos. A queda de água é muito forte e algumas pessoas se arriscam com fotos bem pitorescas simulando um salto nas encostas da cachoeira que é uma das mais visitadas e preferidas pelos fotógrafos.
Antes de chegarmos lá, temos que passar por um rio e essa para mim foi a parte mais difícil e que me meteu muito medo, pois a correnteza estava forte devido às chuvas que não paravam de cair na região. Era aquela sensação de que qualquer deslize poderia nos levar para o topo da cachoeira, nos fazendo ser notícia mundial e tendo uma morte chique num monumento que a natureza nos mostra com tanta facilidade.
O que pude ver, foi o que a foto acima nos mostra. Se eu fosse mais destemido teria ido mais perto, mas como meu medo de altura é algo que não me larga, fotografei de longe mesmo e usei o zoom para aproximar o que as minhas pernas não me deixaram ver de perto.
Valeu o passeio e um dia pretendo conhecer esta beleza por baixo, num roteiro mais demorado e que nos proporciona uma visão geral da imensidão de água que só pude ver de do alto e de forma resumida.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Caverna da Lapa Doce

Nunca tinha visitado uma caverna como a que hoje explorei aqui na Chapada Diamantina e confesso que não me apaixonei pelo local, já que a poeira é abundante, a escuridão sem fim e a sensação de clausura é inevitável.
Tivemos que andar com lanternas para iluminar nosso caminho, que era delimitado por cordas para evitar que as pessoas não se perdessem naquela imensidão escura e empoeirada. Há formações rochosas variadas e as mais conhecidas são as estalactites e estalagmites que se formam a partir das várias nascentes de água que existem no teto da caverna. Há uma formação interessante e que lembra o local onde Jesus nasceu. No local é comum encontrarmos estudantes que vão em busca de aprendizado, já que a trilha não é de grande dificuldade e exige pouco das pessoas que a visitam.
Houve um momento de reflexão no passeio, onde os guias apagaram as luminárias que levavam e pediram para que todos ficassem em silêncio total. Podíamos escutar o barulho dos pingos de água e sentir de perto a escuridão do local, que sem a ajuda do homem se torna sombras e umidade.
Lá é o local preferido para os morcegos, que resolveram ficar quietinhos nos seus lugares e não nos importunaram. Achei ótimo, pois estes danados nos metem um medo danado além de poderem nos morder e nos repassar carrapatos.
O acesso a esta atração da natureza é pago e o valor é revertido para a manutenção do local que está situado numa propriedade particular, onde os donos souberam muito bem explorar o turismo, criando uma área de refeições e pequenas compras.
Gosto de passeios mais abertos, mas este foi interessante e me deu possibilidade de conhecer um mundo submerso que até então era só fantasia na minha mente. As paredes da caverna eram altas e não tivemos em nenhum momento momentos de aperto na caminhada que fizemos. Gostei mais da visão externa da caverna, mas a foto que selecionei para a postagem foi a que captei quando entrei no local, mostrando algumas pessoas pequenas diante de tanta grandiosidade. Saber que estamos submersos e que lá também existe um mundo para descobrirmos é algo engrandecedor e só nos faz adorar ainda mais o que este local mágico nos proporciona.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Morro do Pai Inácio

A minha primeira visão do Morro do Pai Inácio, que é o cartão postal mais conhecido aqui da Chapada Diamantina, foi na novela "Pedra sobre Pedra", que mostrava na sua abertura as pedras se transformando em belas mulheres.
O local é fascinante, altíssimo e tem um ar espetacular. A visão é impressionante e não sai da mente de quem visita o local, já que é nas alturas que podemos notar com mais certeza a grandiosidade do nosso Brasil, que sempre nos oferece ótimas opções de desfrute da natureza. O acesso ao local é fácil e subimos uma pequena trilha para chegar até o topo. Para os que possuem dificuldade de andar em locais elevados, a trilha não é recomendada, pois a altura do local nos dá um pouco de vertigem e faz com que tenhamos medo de chegar muito perto das pedras que ficam na borda.
Não foi esse o medo que o "Pai Inácio" teve no passado quando uma história de amor o levou a fugir para o morro e simular uma queda lá de cima, sendo este o motivo do local ter o seu nome nos dias de hoje.
É comum notarmos as pessoas meditando lá no alto e contemplando sem pressa a paisagem sem fim, pois de lá podemos ver outros picos famosos da Chapada Diamantina, que ao entardecer recebem raios solares dourados fazendo com que as pedras fiquem ainda mais iluminadas pelo astro rei.
Eu confesso que não tive muita coragem de chegar pertinho das bordas do morro e preferi fotografar de longe para não ficar tonto, já que o vento forte pode comprometer um pouco os nossos reflexos nos deixando numa situação que pode nos causar um pouco de perigo.
Enquanto eu tive receio, muitas pessoas se arriscavam e chegavam bem perto das encostas para tirar uma fotografia e para registrar sua imagem próxima ao local, deixando o momento eterno, na mente e nos arquivos digitais das várias máquinas fotográficas que não se cansavam de disparar.
O frio lá em cima é bem notável e aos poucos a neblina vai se formando, chamando a noite para o local que esconderá aqueles lindos monumentos de pedra que novamente serão mostrados na manhã seguinte aos visitantes ávidos por uma imagem como a que captei acima e que guardo com muito carinho nos meus arquivos, principalmente o cerebral.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Lençóis

Hoje cheguei à cidade de Lencóis, na Chapada Diamantina, e me encantei com o estilo colonial das ruas e casarios que conservam o colorido e estilo de épocas passadas, quando a cidade era ponto de apoio para os garimpeiros que usavam a cidade como ponto de apoio para as suas viagens de exploração de pedras preciosas, especialmente os diamantes.
Hoje a cidade mudou muito e se tornou um centro turístico impressionante que abriga várias agências do ramo, restaurantes de todas as culinárias e muitas lojas de presentes. Tudo isso se deu porque o público que frequenta a Chapada Diamantina vem em busca das belezas naturais do local, que são conhecidas através dos roteiros diversos e que levam os visitantes à passeios leves, radicais ou muito cansativos.
Há muitas pousadas e hotéis, mas é nas pousadas simples e sem muito luxo que os aventureiros encontram o descanso necessário para repor as energias gastas nas trilhas que são amplamente procuradas por todos. De todos os lugares do mundo aparecem pessoas e a grande maioria dos turistas vem de fora. É comum encontrarmos nas ruas da cidade pessoas da Suíça, Alemanha, França, Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e outros países do nosso mundo.
São pessoas diferenciadas e na maioria jovens. Gostam de muita maconha, tatuagens e roupas diferentes e voltadas para a arte. É comum encontrarmos pessoas bem estranhas por aqui, daquelas que geralmente não encontramos nas grandes cidades, pois os cabelos possuem cortes diferentes e os estilos de se vestir proporcionam grande encantamento visual e nos faz notar como somos diferentes um dos outros.
Os brasileiros são a minoria dos visitantes, não sei se por desinteresse por este tipo de turismo, ou se por falta de conhecimento. De qualquer forma, a cidade ferve e fica lotada em todos os dias da semana e sempre encontra meios de receber aqueles que a procuram para alguns dias de aventura e desfrute de lindas paisagens.
Minha aventura por aqui está apenas começando e pretendo passar na cidade seis dias seguindo um roteiro que me mostrará as belezas do local e também me proporcionará grandes momentos fazendo uma das atividades que mais adoro, que é a fotografia.
É só o começo e durante a semana irei falar um pouco das minhas aventuras por aqui. Minha primeira impressão foi ótima e gostei muito do visual da cidade e do local. Fui recebido com muita chuva, mas espero que ela não seja minha companheira nos dias que passarei por aqui, já que fazer aventura na chuva não é muito confortável e aqui pode até ser perigoso, já que a região há muitas cachoeiras, água em abundância e muitas áreas cheias de pedras, que com a chuva se tornam peças fáceis para um escorregão.
Que a semana seja ótima, com muitas fotografias...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Cheiro de Amor

Ganhei neste Natal um presente que me trouxe ótimas recordações e me fez perceber o quanto a criatividade das pessoas é infinita para a realização de ações que nos emocionem de forma grandiosa. O DVD que ganhei foi o da Banda Cheiro de Amor, que num show acústico cantou as músicas que mais gosto, me fazendo ter uma percepção bela do Forte São Marcelo, em Salvador.
Já tinha visto o local a partir do Mercado Modelo e da Cidade Alta, mas nunca tinha imaginado que ele pudesse ser transformado num palco de espetáculos como foi feito para a gravação do especial. Ficou lindo o resultado e só mostrou a versatilidade dos nossos artistas que não param de inovar nas locações dos seus shows, fazendo com que o lugar comum seja esquecido, dando espaço ao diferente e sofisticado.
Em Garanhuns, a Banda Cheiro de Amor animou muitas festas, inclusive a Garanheta, que foi extinta mas ficou na memória de todos como uma das micaretas mais animadas do interior. Eu participava de todas que podia e sempre me diverti muito naquela época.
Gosto quando vejo artistas nos trazerem diferenciais e um fato parecido aconteceu com o DVD da Zélia Duncan, "Eu me Transformo em Outras", no qual ela dispensou o público e fez um show intimista, com cara de quem estava cantando escondido e sendo observada pelos vizinhos. O resultado também foi impressionante e acredito ser uma das maiores invenções na grande lista de DVD's gravados hoje em dia no Brasil.
É bom desfrutar dessas alegrias e melhor ainda é saber que pude acrescentar ao meu acervo mais um espetacular item, sabendo que as boas recordações que ele me traz sempre estarão ao meu dispor para que eu possa ver e escutar. 
Vai sacudir, vai abalar, com muito cheiro de amor no ar.
É festa na cidade, explode o coração...

Fotografia do Forte São Marcelo, tendo ao centro o local onde a banda realizou o show para um seleto grupo de pessoas.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...