segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Muita agonia por muito pouco...

Ontem fui ao Recife Antigo para ver a apresentação da cantora Elza Soares, que faria um show totalmente com músicas que foram cantadas por Luiz Gonzaga. Bem, o show foi tão ruim que não vou nem comentar para não perder meu tempo, ainda mais, pois esperei durante três horas e meia para comprovar que a cantora não sabia as letras das músicas e quem na verdade estava cantando era um dos vocalistas da banda que a acompanhava. Deixa para lá... Talvez se ela tivesse vindo com o repertório dela e feito uma homenagem ao Rei do Baião com duas ou três músicas, a decepção teria sido menor.
É o velho dito popular: Não se meta a fazer o que não sabe...
Os organizadores do evento deveriam ter trazido pessoas da nossa terra, que conhecem melhor os nossos ritmos e possuem as letras gravadas na memória. Elza sofreu tentando ler as letras numa partitura que o vento insistia em folhear. Não deu certo.
Falei que não iria comentar e já escrevi várias linhas sobre esse show. Parou.
Outra agonia foi chegar ao Recife antigo, pois estava acontecendo, também, os festejos de 100 anos da arquidiocese de Olinda e Recife, com um grande show na praça do Marco Zero. Ruas interditadas, gente passando por todos os lados, sem estacionamento, um caos...
Parecia carnaval e na verdade era. Carnaval de ambulantes, de espetinhos, de artesanatos, de shows, de gente. Foi bom ver a decoração de Natal e notar que toda ela foi muito bem programada para brilhar e para trazer mais luz ao bairro mais antigo da cidade. A árvore de natal foi totalmente feita com CD's piratas apreendidos e o efeito ficou lindo e grandioso nas margens do Rio Capibaribe. Foi a única coisa que gostei, somada a um suco de limão, laranja e acerola que tomei. Ficaram duas coisas boas do passeio e a companhia da minha amiga Cristina foi essencial para que eu pudesse ficar até quase o fim. No final deu tudo certo e chegamos em casa bem e despreparados para outra. Num outro momento, iremos verificar melhor os acontecimentos do dia para não ficarmos num mar de gente sem que tenhamos a mínima vontade de nadar nessa maré louca e complicada, onde as ruas estreitas confundem qualquer neurônio mais cansado.
Fica a imagem da árvore...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Virei Estrela...

Quando temos bons amigos, podemos dizer que são anjos que aparecem nas nossas vidas e fazem o nosso céu mais estrelado e cheio de brilho, sem possibilidade de ficarmos sozinhos e desamparados. A verdadeira amizade não pergunta nada, pois já percebe o nosso desejo e nos faz feliz.
Anjos de todos os tipos aparecem nas nossas vidas e não somente os que estamos acostumados a ver, que são os anjos brancos, de olhos verdes ou azuis e cachinhos dourados. Os nossos anjos são das mais variadas espécies e nos guardam sempre, nos destinando grandes felicidades e não permitindo que sejamos sozinhos no mundo.
A visão mais perfeita do mundo é aquela que podemos ver através do coração e quando este se enche de amizades perfeitas, nossos olhos só conseguem visualizar o que é bom e o que nos engrandece. Receber demonstrações de carinho quando menos esperamos é algo singular e sem preço, pois o valor está além do que possamos imaginar, mesmo que a nossa rede de amizades seja pequena, valendo, portanto, o sentimento e a transferência de afeto e consideração.
Bem, é esta a mensagem do domingo que queria deixar...
Falar um pouco sobre a amizade, sobre afeto e carinho, que são alguns dos sentimentos mais sublimes que dispomos na vida e que muitas vezes deixamos passar sem notarmos.

Amor, Festa, Devoção

Esta música é o momento mais sublime do show de Maria Bethânia, "Amor, Festa, Devoção"
Linda interpretação da grande musa da MPB.


Balada de Gisberta


Composição: Pedro Abrunhosa

Perdi-me do nome, hoje podes chamar-me de teu
Dancei em palácios, hoje danço na rua
Vesti-me de sonhos, hoje visto as bermas da estrada
De que serve voltar quando se volta para o nada?

Eu não sei se um Anjo me chama, eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar
Eu não sei se a noite me leva, eu não ouço o meu grito na treva
E o fim vem me buscar

Sambei na avenida, no escuro fui porta-estandarte
Apagaram-se as luzes, é o futuro que parte
Escrevi o desejo, corações que já esqueci
Com sedas matei e com ferros morri
Trouxe pouco, levo menos

E a distância até ao fundo é tão pequena
No fundo, é tão pequena... A queda
E o amor é tão longe, o amor é tão longe…
E a dor é tão perto

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dócil, Gentil...

No último domingo, fiz uma trilha ecológica na cidade de Belo Jardim e desta vez fomos ao encontro das várias cachoeiras existentes na região, o que fez da nossa aventura um convite à emoção, com muita adrenalina em todos os momentos. A subida da Serra dos Ventos ocorreu de forma muito tranquila e logo após começamos a ouvir o barulho da água, o qual se tornaria o nosso companheiro até o final da jornada que teve aproximadamente 10 km, sendo metade deste trajeto de descida e com muitas quedas d’água.
O meu banho de cachoeira no final ficou frustrado pelas sangues sugas que estavam habitando as águas frias do local e não me atrevi a arriscar que alguma delas pudesse me pegar. Mas gostaria de falar do cachorrinho que encontrei no caminho e que num primeiro momento ficou irritado comigo e com medo, mas que após uma breve palavra de carinho, pude sentir que ele se tornou meu amigo e passou então a me seguir, como se quisesse mostrar o caminho a seguir.
Andou ao meu lado por um bom tempo e só saiu de perto quando viu que o caminho estava praticamente finalizado. Após este ato, ele voltou para a sua casa e olhou para mim com uma carinha de despedida, que eu pude captar na fotografia acima e que ilustra esta postagem.
A caminhada foi longa e cansativa, mas voltar para casa com aquele olhar carinhoso foi a melhor coisa e isso me fez pensar um pouco sobre as despedidas que diariamente temos que ter nas nossas vidas. Nada é para sempre, mas alguns momentos e pessoas sim. Ficam guardados na nossa memória e com isso nos alegram todas as vezes que insistimos em lembrar.
Era um animal dócil e demonstrava ser companheiro, algo que em muitos humanos falta e fica a desejar...
Fica a lembrança e a imagem.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ensaboa...

É muito comum na zona rural as pessoas utilizarem os rios para lavar roupa. Apesar de não ser uma prática muito saudável para o meio ambiente, é bonito de se ver as lavadeiras deixando as roupas ao sol e as esfregando contra as pedras para retirar a sujeira. É uma forma prática de deixar tudo limpinho.
Outra beleza disso tudo são os varais... O colorido deles é algo impressionante e o vento permite que as roupas façam piruetas jogando pingos de água naqueles que passam por perto. São roupas de crianças, de adultos, de todos os tipos.
O que encontrei ao longo do rio foram muitas peças de roupa e acredito que foram trazidas pelas chuvas de junho que causaram uma grande enchente na região que passei, deixando os rios com um nível elevado e impossibilitando a passagem de muitas pessoas.
O branco das roupas não é o que mais atrai, já que as águas dos rios trazem muito barro dos locais por onde passam e isso compromete um pouco a sua cor, as deixando com um aspecto um pouco turvo, mas cristalino nas quedas d'água.
Outro aspecto interessante desta jornada toda chamada "lavagem de roupa" é que as crianças aproveitam o momento para tomar aquele banho demorado nas águas dos rios e podemos perceber mulheres cantando, batendo a roupa e as crianças adorando tudo aquilo e tomando banho como se fosse uma grande diversão aquática.
Muito interessante a simplicidade dessas coisas e como podemos perceber o modo que cada um tem para lidar com as situações que vive. Se na cidade temos máquinas de lavar automáticas, que fazem tudo, no campo ainda lavamos a roupa suja como os nossos antepassados e tornamos os varais um grande espaço para as cores e beleza.
Um sabão bem colocado e um esfregão bem dado pode salvar as roupas da sujeira e garanto que o nosso espírito também, já que a lavagem de roupa suja é acima de tudo um momento de colocar para fora nossas aflições e descarregar naquele ato toda a tensão que temos guardada.
Se a sua lavagem de roupa suja é algo mais pessoal, liberte-se dela e seja capaz de centrifugar os resíduos para não ficar sempre com a sensação de ter feito um trabalho pela metade e com isso sair pingando água pela casa toda como se a roupa já lavada derramesse lágrimas fora do contexto e sem explicação.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Toda Casa é de Santo...

E todo Santo é de Casa... Toda Casa tem seu Santo e todo Santo sua Casa...
Quando vi esta numeração numa casa abandonada que passei, tratei logo de fotografar e pude perceber que apesar do abandono ela já foi um lugar próspero onde se faziam várias atividades ligadas a moagem da cana-de-acúcar para que tal produto pudesse ser beneficiado e gerar outras iguarias deliciosas, como a rapadura, o mel de engenho, batida e para quem aprecia, a cachaça.
Outra observação que fiz é que na maioria das casas do interior e da zona rural, os santos imperam nos seus altares e fazem das casas templos de adoração. São lindas as manifestações que são feitas e a forma bela e simples como são guardados, ornados por flores e iluminados por velas em algum lugar da casa.
É a proteção que as pessoas buscam nos seu santos de devoção e fazem disso um ritual diário para que possam ter melhores dias e mais chances de felicidade em tudo que irão fazer. Se o abandono era presente na casa, havia também um cantinho dedicado à devoção e que foi utilizado no passado, era um espaço na parede onde existia um pequeno altar, o qual ainda trazia as marcas das velas que queimaram pelos Santos que eram guardiões daquela casa.
Aqui em casa tenho muitos Santos e todos se revezam para me receber. Alguns ficam guardados por uns tempos e outros ficam expostos o tempo todo, mas possuem sempre lugar cativo em algum espaço da minha casa, seja aqui ou em Garanhuns.
A nossa casa é um altar, um local de devoção e de agradecimento à Deus, nosso criador, o qual nos possibilita as forças necessárias para podermos desfrutar de tudo que podemos, inclusive do conforto e da tranquilidade do lar.
Que seja abençoada cada casa que tenha Deus como seu guia e que possa sempre invocar o bem e trazer para dentro dela o que há de mais sublime, que é a paz e o amor sem fim.

Citação da postagem de hoje foi retirada do CD da Cantora Mariene de Castro, chamado "Santo de Casa"

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Secou a Fonte...

Uma das fontes de energia mais essenciais da vida do homem é a água e quando o nosso corpo está desidratado sentimos uma sensação terrível de tontura que não tem muita explicação. Isso acontece geralmente quando passamos por um período de doença, o qual tenha a febre como aliada ou quando praticamos atividades que comprometem a nossa hidratação pela falta de cuidado que temos em nos recompor e de nos abastecer com o que perdemos.
O calor que ultimamente tem feito aqui no Recife é coisa de outro mundo e a sensação de desgaste por causa da perda de água é constante. Temos que ter cuidado redobrado para não ficarmos com pouco líquido no corpo e com isso contribuirmos para o nosso mal estar passageiro, mas que pode culminar com um desmaio ou coisa pior.
Tive essa sensação esta semana e confesso que não foi nada bom. Fiquei sem conseguir ficar de pé, suava muito e fiquei mais branco do que já sou... Uma visão horrível de mim mesmo...
Mas aos poucos foi passando e consegui sentir novamente a energia voltando para o meu corpo. É engraçado como somos um complexo de sensações e de ligações, onde um defeito ou ausência de algum nutriente pode nos causar sintomas dos mais distintos e nos deixar numa situação ruim e comprometedora.
Nada melhor do que ter nossos sentidos em ordem e podemos contribuir para isso com atitudes cuidadosas em tudo que iremos fazer nos nossos dias. Todo cuidado é pouco e permitir que o nosso corpo tenha saúde constante é essencial para as nossa alegria e felicidade.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...