sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ensaboa...

É muito comum na zona rural as pessoas utilizarem os rios para lavar roupa. Apesar de não ser uma prática muito saudável para o meio ambiente, é bonito de se ver as lavadeiras deixando as roupas ao sol e as esfregando contra as pedras para retirar a sujeira. É uma forma prática de deixar tudo limpinho.
Outra beleza disso tudo são os varais... O colorido deles é algo impressionante e o vento permite que as roupas façam piruetas jogando pingos de água naqueles que passam por perto. São roupas de crianças, de adultos, de todos os tipos.
O que encontrei ao longo do rio foram muitas peças de roupa e acredito que foram trazidas pelas chuvas de junho que causaram uma grande enchente na região que passei, deixando os rios com um nível elevado e impossibilitando a passagem de muitas pessoas.
O branco das roupas não é o que mais atrai, já que as águas dos rios trazem muito barro dos locais por onde passam e isso compromete um pouco a sua cor, as deixando com um aspecto um pouco turvo, mas cristalino nas quedas d'água.
Outro aspecto interessante desta jornada toda chamada "lavagem de roupa" é que as crianças aproveitam o momento para tomar aquele banho demorado nas águas dos rios e podemos perceber mulheres cantando, batendo a roupa e as crianças adorando tudo aquilo e tomando banho como se fosse uma grande diversão aquática.
Muito interessante a simplicidade dessas coisas e como podemos perceber o modo que cada um tem para lidar com as situações que vive. Se na cidade temos máquinas de lavar automáticas, que fazem tudo, no campo ainda lavamos a roupa suja como os nossos antepassados e tornamos os varais um grande espaço para as cores e beleza.
Um sabão bem colocado e um esfregão bem dado pode salvar as roupas da sujeira e garanto que o nosso espírito também, já que a lavagem de roupa suja é acima de tudo um momento de colocar para fora nossas aflições e descarregar naquele ato toda a tensão que temos guardada.
Se a sua lavagem de roupa suja é algo mais pessoal, liberte-se dela e seja capaz de centrifugar os resíduos para não ficar sempre com a sensação de ter feito um trabalho pela metade e com isso sair pingando água pela casa toda como se a roupa já lavada derramesse lágrimas fora do contexto e sem explicação.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Toda Casa é de Santo...

E todo Santo é de Casa... Toda Casa tem seu Santo e todo Santo sua Casa...
Quando vi esta numeração numa casa abandonada que passei, tratei logo de fotografar e pude perceber que apesar do abandono ela já foi um lugar próspero onde se faziam várias atividades ligadas a moagem da cana-de-acúcar para que tal produto pudesse ser beneficiado e gerar outras iguarias deliciosas, como a rapadura, o mel de engenho, batida e para quem aprecia, a cachaça.
Outra observação que fiz é que na maioria das casas do interior e da zona rural, os santos imperam nos seus altares e fazem das casas templos de adoração. São lindas as manifestações que são feitas e a forma bela e simples como são guardados, ornados por flores e iluminados por velas em algum lugar da casa.
É a proteção que as pessoas buscam nos seu santos de devoção e fazem disso um ritual diário para que possam ter melhores dias e mais chances de felicidade em tudo que irão fazer. Se o abandono era presente na casa, havia também um cantinho dedicado à devoção e que foi utilizado no passado, era um espaço na parede onde existia um pequeno altar, o qual ainda trazia as marcas das velas que queimaram pelos Santos que eram guardiões daquela casa.
Aqui em casa tenho muitos Santos e todos se revezam para me receber. Alguns ficam guardados por uns tempos e outros ficam expostos o tempo todo, mas possuem sempre lugar cativo em algum espaço da minha casa, seja aqui ou em Garanhuns.
A nossa casa é um altar, um local de devoção e de agradecimento à Deus, nosso criador, o qual nos possibilita as forças necessárias para podermos desfrutar de tudo que podemos, inclusive do conforto e da tranquilidade do lar.
Que seja abençoada cada casa que tenha Deus como seu guia e que possa sempre invocar o bem e trazer para dentro dela o que há de mais sublime, que é a paz e o amor sem fim.

Citação da postagem de hoje foi retirada do CD da Cantora Mariene de Castro, chamado "Santo de Casa"

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Secou a Fonte...

Uma das fontes de energia mais essenciais da vida do homem é a água e quando o nosso corpo está desidratado sentimos uma sensação terrível de tontura que não tem muita explicação. Isso acontece geralmente quando passamos por um período de doença, o qual tenha a febre como aliada ou quando praticamos atividades que comprometem a nossa hidratação pela falta de cuidado que temos em nos recompor e de nos abastecer com o que perdemos.
O calor que ultimamente tem feito aqui no Recife é coisa de outro mundo e a sensação de desgaste por causa da perda de água é constante. Temos que ter cuidado redobrado para não ficarmos com pouco líquido no corpo e com isso contribuirmos para o nosso mal estar passageiro, mas que pode culminar com um desmaio ou coisa pior.
Tive essa sensação esta semana e confesso que não foi nada bom. Fiquei sem conseguir ficar de pé, suava muito e fiquei mais branco do que já sou... Uma visão horrível de mim mesmo...
Mas aos poucos foi passando e consegui sentir novamente a energia voltando para o meu corpo. É engraçado como somos um complexo de sensações e de ligações, onde um defeito ou ausência de algum nutriente pode nos causar sintomas dos mais distintos e nos deixar numa situação ruim e comprometedora.
Nada melhor do que ter nossos sentidos em ordem e podemos contribuir para isso com atitudes cuidadosas em tudo que iremos fazer nos nossos dias. Todo cuidado é pouco e permitir que o nosso corpo tenha saúde constante é essencial para as nossa alegria e felicidade.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Branco

Não sou muito fã do branco, mas que ele dá uma paz e nos limpa é bem verdade. Passei por um local cheio dessas flores branquinhas, que ilustram a postagem de hoje, e que se espalham com o vento semeando ainda mais a sua beleza e mostrando que a pureza pode estar contida nas cores e nas simples paisagens que encontramos pelos nossos caminhos.
Branco ilumina os dias e nos proporciona uma visão mais ampla daquilo que queremos ter, já que não temos interferências nos desenhos, nas visões e nem nos contornos que veremos e que farão parte do nosso convívio. Uma casa com muito branco, nos dá uma sensação de limpeza, de amplitude, de leveza.
Temos que ter um pouco de cuidado para não deixar o branco imperar demais porque ele pode nos proporcionar o efeito "geladeira" e nos tornar um pouco congelados e frios. Sempre buscar misturar o branco com todas as cores, já que ele combina com tudo e nunca é demais mostrar suas possibilidades.
Na plantação que vi, existiam flores vermelhas, amarelas e roxas misturadas às flores brancas e isso causava uma visão bonita do local e encantava a todos que passavam por ali. A impressão é que estávamos num lugar frio, onde a neve era predominante.
Não era verdade. O local era quente e o calor e o vento faziam com que as plantas se renovassem a cada momento e isso era indescritível e muito mágico, pois era possível ver muitos pedacinhos de pétalas voando e fazendo do cenário algo impressionantemente lindo e branquinho.
Gosto de detalhes brancos, mas quem me conhece sabe que não uso. Prefiro as cores, muitas cores...
Mas admiro sua pureza e sei que dele partiram todas as cores e possibilidades de beleza que encontramos nas nossas vidas. A limpeza precisa estar presente em nós e o branco pode nos ajudar a ter este privilégio.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Trilha - Cachoeiras do Gravatá

Ontem fui até a cidade de Belo Jardim para rever a Serra dos Ventos e fazer um caminho diferente para conhecer as Cachoeiras do Gravatá. Passamos por uma subida sem muitas árvores, mas aos poucos formos chegando a uma mata mais densa e que possibilitava escutar o barulho da água e das belas cachoeiras que iríamos encontrar por lá.
Ao começar a descida não pensávamos que a aventura seria tão interessante e cheia de momentos de grande cautela, pois os locais por onde passamos eram de difíceis acessos e cheios de desafios para cumprirmos, onde o trabalho em grupo e o companheirismo fariam toda a diferença, e fez.
Todos se ajudaram e fizeram da caminhada e escalada um exercício ao trabalho em grupo onde cada novo desfio nos mostrava a importância de ficarmos sempre unidos e cheios de energia para repassar. Algumas pessoas mostraram-se cansadas e temerosas, mas ninguém desistiu e seguimos em frente mesmo com todo o cansaço.
A visão das belas cachoeiras nos mostrou o prêmio por aqueles momentos grandiosos ao lado de pessoas boas e cheias de alegria no coração. A melhor parte dessas aventuras é poder conhecer novas amizades e edificar as já existentes com as mais variadas conversas que vão surgindo durante o dia. O caminho foi longo, nos deixou marcas e afetou um pouco a nossa parte externa, mas a nossa alma voltou limpa de preocupações e podemos dizer que todas as coisas mal resolvidas ficam lá, depositadas nas águas das cachoeiras que conhecemos.
Na volta, uma parada obrigatória em Encruzilhada de São João para jantar; a comida regional nos faz reativar as energias perdidas durante o dia.
Não tem preço, não tem explicação.

domingo, 28 de novembro de 2010

Olho de Lince

Quem fala que sou esquisito, hermético
É porque não dou sopa, estou sempre elétrico
Nada que se aproxima, nada me é estranho
Fulano, sicrano e beltrano
Seja pedra, seja planta, seja bicho, seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta
Ligo a tomada, abro a janela, escancaro a porta
Experimento, invento tudo, nunca, jamais, me iludo
Quero crer no que vem por aí, no beco escuro
Me iludo, passando, presente, futuro
Reviro na palma da mão o dado
Presente, futuro, passado
Tudo sentir, total é chave de ouro do meu jogo
É fósforo que acende o fogo da minha mais alta razão
E na sequência de diferentes naipes
Quem fala de mim, tem paixão

(Jards Macalé e Waly Salomão)

Redes Sociais

A rede elétrica cheia de ninhos me inspirou hoje para falar sobre as redes sociais, que são um dos grandes atrativos da internet, mas comprometem um pouco a privacidade das pessoas, principalmente daquelas que fazem questão de expor o seu modo de vida de forma muito aberta e sem limites.
Há alguns anos ser membro de uma rede social era algo muito amplo e não era permitido bloquear fotografias, mensagens e outros dados, ficando tudo exposto para quem estivesse ali para visualizar a página, mas hoje isso é bem diferente e podemos bloquear praticamente tudo que lá existe. As crescentes atitudes tomadas por bandidos especializados, tornaram as redes sociais um meio inseguro de manter contato com os amigos presentes e distantes e forçou os internautas a terem mais cuidado com aquilo que disponibilizam na rede mundial.
Eu acho as redes sociais um meio de comunicação excelente, pois nos possibilita que encontremos várias formas de informação e o nosso relacionamento pessoal pode ser diversificado se formos adicionando os amigos que vamos encontrando pela vida e que irão compor o nosso quadro de amizades.
Assim como os passarinhos fazem seus ninhos numa rede elétrica, assim também somos nós que energizamos o nosso convívio com fotografias, mensagens e comunidades que nos aproximam das pessoas que possuem as mesmas características que nós, mostrando que várias possibilidades são facilmente encontradas no mundo e que o homem é acima de tudo um ser social em constante evolução e sempre em busca de novas amizades.
Fazer os nossos ninhos nas mais diferentes redes que possamos encontrar não é nada ruim, mas a energia que depositamos nelas, sim.
Ter a tensão certa para tudo não é nada ruim e precisa ser vista por todos nós, para que não venhamos a ter dores de cabeça por causa dos choques que poderemos levar ao longo da nossa vida social na internet.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...